Belford Roxo elege Conselho Municipal de Igualdade Racial

A Secretaria de Cultura de Belford Roxo realizou a Conferência Municipal de Promoção à Igualdade Racial. Durante o evento foi eleito o Conselho Municipal de Igualdade Racial, que terá 15 membros que irão representar o município na conferência estadual, em novembro. Porém, a diretoria do Conselho só será escolhida na primeira reunião com data ainda a ser definida. De acordo com o secretário de Cultura, Bruno Nunes, o encontro teve como objetivo ouvir a sociedade civil e elaborar propostas a promoção da igualdade racial para a montagem do plano de políticas públicas. A reunião terminou com muito samba tocado pelo grupo Dez Mais.

Bruno Nunes fez uma rápida análise da onda de discriminações e intolerâncias que estão acontecendo no país. Ele destacou que o Brasil tem uma série de leis porque as pessoas não se respeitam. “Sonho com que todos vivam em paz e união, respeitando uns aos outros. Hoje fazemos políticas públicas no município para cerca de 600 mil pessoas”, concluiu Bruno Nunes, destacando o empenho do prefeito Wagner Carneiro, o Waguinho, e do secretário da Casa Civil, Márcio Canella, em fazer uma cidade melhor. “Quero destacar que dos 15 integrantes do Conselho, 10 são da sociedade civil e cinco do governo. Isso mostra que estamos agindo com transparência”, emendou o secretário.

Na avaliação da professora Elenira Vasconcellos, a herança cultural africana é de suma importância para o Brasil, destacando-se o samba e a capoeira. Sobre a questão da discriminação racial ela foi enfática: “O negro precisa conhecer suas origens, estudar e lutar sempre por uma melhor qualidade de vida. É o conhecimento que ele agregar que irá implicar, em termos, na diminuição da discriminação e na sua inserção na sociedade”, alertou.

A presidente do Ponto de Cultura Afoxé Raízes Africanas, Maria Isabel Vitório, a Mãe Isabel de Oyá, destacou a importância da Conferência Municipal de Cultura, mas cobrou maior participação do “povo de santo” (praticantes de religiões de matrizes africanas) no evento e em outras ocasiões para ajudar a combater o preconceito. “Calculo que atualmente temos mais de 500 terreiros de candomblé em Belford Roxo, mas nosso povo não quer botar a cara para aparecer. Temos que caminhar juntos com a Prefeitura e outros órgãos públicos nesta luta contra o preconceito e a discriminação”, disse Isabel de Oyá, que tem 67 anos, sendo 41 de candomblé. “Isso que está acontecendo por aí (quebra de terreiros por parte de bandidos e de pessoas que não gostam das religiões de matrizes africanas) não pode continuar. Precisamos nos unir em busca de paz, pois nossa religião não tem satanás, temos orixás”, completou Mãe Isabel de Oyá.

Participaram também da Conferência o secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Wilson de Araújo, o Wilson da TV;  o superintendente de Políticas para LGBT da Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas Públicas para Mulheres e Idosos, Fabiano Abreu; o presidente da Comissão de Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil (Belford Roxo),  Roxo), William da Silva; o diretor do Instituto Federal do Rio de Janeiro, Fábio Silva; o presidente da Associação Afrobel, Humberto Dias Ramos; e representantes da sociedade civil.

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