Intolerância Religiosa é discutida em Belford Roxo

“Tire seu preconceito do caminho e abra passagem para o amor”. Para celebrar o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, (21 de janeiro), a Prefeitura de Belford Roxo, através da Secretaria de Articulação Política e a Coordenadoria de Assuntos Religiosos realizou o 1º Seminário de Combate à Intolerância Religiosa. O evento teve como objetivo buscar a reflexão e a conscientização a população sobre a importância da liberdade religiosa e a diversidade de religiões existentes no Brasil.

O secretário de Articulação Política, Algacir Moulin, falou de soluções para combater a intolerância, além de contar a história por trás do dia de combate à intolerância. “A violência gerada pela intolerância é um crime religioso que fere a liberdade do indivíduo. Temos que continuar realizando campanhas e seminários como este, para que possamos passar valores de igualdade e respeito as características e opções de cada pessoa”, disse o secretário.

O subsecretário Estadual de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos, Erinaldo Peixoto, informou no encontro uma novidade. “No dia 19 de janeiro, saiu no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro a aprovação da criação do Conselho Estadual de Defesa e Promoção de Liberdade Religiosa, o 1º do Brasil. Além do conselho, pensamos em levar essa conscientização nas universidades e escolas”, informou o subsecretário de Estado.

Intolerância ainda é forte no país

Segundo o coordenador de Assuntos Religiosos, Levingston Timóteo dos Santos, O Pastor Timóteo, os seminários são importantes para que as pessoas reflitam e respeitem as diferenças. “O fato de algumas pessoas não terem religião ou de não seguirem a mesma, não as dá direito de ferir fisicamente e/ou moralmente o próximo que segue uma religião diferente. Todos temos a liberdade de expressão e o direito de ter fé”, enfatizou.

De acordo com o subprocurador do município, Luciano Silva Barreto Filho, apesar dos avanços, a presença da intolerância é forte no país “A intolerância é um desrespeito que precisa ser debatido e combatido. Desde a sua constituição histórica, o Brasil tem uma grande diversidade religiosa, como também de raça, cor, idade, entre outros. Vale ressaltar que a conduta de discriminação é crime. Através deste seminário, espero que possamos começar a garantir o bem-estar da população”, disse o subprocurador.

Papel dos líderes

Representante da comunidade Budista, Sidney Oliveira, disse que foi um prazer participar do encontro. “As pessoas são merecedoras de todo o respeito e liberdade de expressão. Por isso, o diálogo é sempre a melhor saída”, disse Sidney. Para o Padre Geraldo Magalhães, da Paróquia Nossa Senhora da Conceição (padroeira da cidade), as diferenças não deveriam ser apenas toleradas, o amor ao próximo deveria existir apesar das diferenças. “Como líderes, temos um papel importante na composição da consciência das pessoas. Então, devemos reconhecer a riqueza e a beleza de todas as religiões”, disse.

Já para a Presidente do Conselho de Igualdade Racial, Maria Isabel Vitório, a Mãe Isabel de Oyá, há muita intolerância presente atualmente. “É muito bom ouvir o que cada representante tem a dizer. As pessoas têm muita raiva em seus corações e não percebem que religião é amor e compromisso”, disse Mãe Isabel. O seminário contou também com a presença dos secretários municipais de Cultura, Bruno Nunes e de Vigilância Sanitária, Gilson de Souza, integrantes da comissão de Assuntos Religiosos de Belford Roxo (Carbel) e representantes de comunidades religiosas.

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