Defesa Civil de Belford Roxo realiza exercício simulado para chuvas de verão

Visando à preparação do município de Belford Roxo para possíveis ocorrências provocadas pelas chuvas de verão, a Secretaria de Defesa Civil e Ordem Urbana, em parceria com a Secretaria de Saúde, através das Secretarias Executivas de Promoção e Proteção à Saúde e de Controle de Vetores e Zoonoses, realizou na comunidade do Cantão, em Heliópolis, o Exercício Simulado de Mobilização Comunitária para Chuvas Fortes. A simulação, que durou cerca de uma hora e contou com a participação da comunidade, marcou o encerramento da 4ª Semana Municipal de Desastres. Cartilhas e folhetos informativos foram distribuídas para a população. A Defesa Civil calcula que, em caso desastre, a sirene sendo tocada pode alertar cerca de 600 pessoas do local sobre o risco de alagamento, desabamento e deslizamento.

De acordo com o secretário adjunto de Defesa Civil e Ordem Urbana, Marcelo dos Santos Pereira, esse tipo de movimento aproxima os moradores do órgão. “Essa integração é positiva, pois a população começa a ser instruída de como agir em situações semelhantes à da simulação, assim como nós, os autores, pois quanto mais treinamento, melhor iremos nos sair em uma situação real. Ao escutar a sirene de alerta, os moradores devem ir de forma ordenada ao ponto de apoio, pré-determinado pela Defesa Civil, levando seus documentos e remédios necessários”, destacou, lembrando ainda que na hora da evacuação, os moradores não devem esquecer de levar seus animais de estimação para o ponto de apoio.

O responsável pela Divisão de Planejamento da Defesa Civil (Diplan), Roberto Ricardo Moura, ressaltou que o evento é a finalização do Plano de Contingência, uma obrigação da Lei 12.608, onde diz que o município deve ter ações preventivas em relação a desastres. “Uma dessas ações é a simulação. A Defesa Civil, junto com os órgãos da Saúde, achou por bem fazer, além do deslocamento da população até um local seguro, chamado ponto de apoio, o cadastramento dos moradores e passar orientações de saúde em relação ao que pode ser feito em um caso de desastre secundário. Pois sempre após um alagamento, existe um certo surto de doenças. Então estamos aproveitando um evento para fazer uma dupla ação.

Prevenção e Controle

O diretor do Departamento de Prevenção e Controle de Doenças (Secretaria Executiva de Promoção e Proteção à Saúde), Ricardo Lopes, explicou como sua equipe vai atuar em situações semelhantes ao simulado. “Nós iremos fazer busca ativa de sintomáticos para dengue, zika, chikungunya e leptospirose. Acontecendo alguma ocorrência, imediatamente é notificada à equipe de Controle de Vetores e Zoonoses. Iremos também distribuir hipoclorito de sódio, que é usado para cloração de alimentos crus, saladas e frutas. Além disso, preparamos um manual para auxiliar os moradores nesse enfretamento. Vamos oferecer, em alguns casos, seletivamente, a vacina antitetânica, principalmente para homens que não tenham o esquema vacinal regular”, concluiu.

O diretor do Departamento de Vetores (Secretaria Executiva de Controle de Vetores e Zoonoses), Admilson Figueiredo, explicou que toda a residência que for alagada, receberá a visita de uma equipe do setor, onde irão orientar a população na prevenção e no controle. “Além disso, realizaremos o bloqueio conta as doenças que detectarmosr”, concluiu.

Ideia de morador

A sirene que toca na comunidade do Cantão, fica na casa de Israel Gomes da Silva, que há 15 anos começou com essa ideia para alertar os demais moradores para enchentes. “Quando o nível do rio eleva até um certo ponto considerado de risco, faz com que a boia que eu instalei ative a sirene automaticamente”, explicou. Morador da comunidade do Cantão há 48 anos, José da Rocha, 78, gostou da simulação. “Sofremos há anos com enchentes aqui. Eu, por exemplo, já tive muitas perdas, e desde antes os vizinhos que se ajudavam aqui quando ocorria situações de desastres. Agora contamos com a colaboração da Prefeitura”, ressaltou José. De acordo com outro morador da comunidade, Otacílio Bento Rodrigues, 69, as orientações recebidas no simulado vão ser de grande ajuda na hora de uma situação real.

A Defesa Civil de Belford Roxo conta com o Centro de Monitoramento e Gerenciamento de Risco. O município é o único da Baixada Fluminense a ter sua própria Estação Meteorológica, capaz de acompanhar, em tempo real, as condições climáticas da cidade. O órgão monitora a cidade durante 24 horas e conta com cinco agentes. Qualquer situação de risco, a população deve entrar em contato através do telefone de emergência 199. A Defesa Civil de Belford Roxo fica na Avenida Joaquim da Costa Lima 2415, bairro Santa Amélia. Telefone: 2761-7317.

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